Saudades de sentir a melodia correr o meu corpo, de descer aquelas escadas ao mesmo tempo que o sol nascia... uma sensação estranha mais tarde se instalou, observei-me no meio da rua acompanhada pelo o vento, que me torneava e me fazia dançar com ele...
Os meus movimentos começaram a revelar a minha parte escondida, levando-me a uma certa questão, "será possível que ninguém é capaz de enfrentar a dor, de abrir os olhos, deixando assim de ser comum?"
Entendo que passar pela dor para ser único durante um determinado tempo para depois ser esquecido não seja agradável, receio mesmo que esse medo não nos deixe lutar, e nos faça permanecer nos comuns da sociedade...
Gostava de conseguir novos ritmos, dança-los como nunca e a partir daí, tomar um novo rumo. Adoraria juntar estrelas novas na minha vida, coleccionar cada uma, cuidando de cada uma de forma especial. Razão pela qual me levaria a esquecer o motivo de não ter assas e ser tão comum como o resto da minha espécie.
P.s- ...mesmo assim ainda sinto o ritmo do vento...

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